Voltar publicado em 27/07/2009 Ă s 11:52 | Categoria: Estudos.


DÍZIMOS E OFERTAS

DIZIMOS E OFERTAS

 Em nossa Igreja, há alguns anos atrás, fazíamos a coleta dos dízimos e ofertas uma única vez no mês, no segundo domingo à noite, durante um Culto específico. Não entendíamos, até então, que dizimar e ofertar ao Senhor era culto e que o mesmo deveria ser feito todos os domingos ou em todos os cultos que realizássemos, dando assim oportunidade a cada um de cultuar a Deus desta forma.

Para mim era constrangedor, diante do visitante falarmos em dinheiro, e por estes motivos e outros motivos, pagamos um alto preço, pois muitas vezes faltava-nos recursos para arcar com compromissos e tínhamos que correr atrás de alguns irmãos para recolher os seus dízimos fora do dia, para então quitar os compromissos da Igreja.

 

Mas afinal o que é o Dízimo e a Oferta?

 . O Dízimo é a décima parte daquilo que o Senhor tem nos confiado. É um ato pessoal de devolução, diante de um mandamento da Palavra, que proclama que tudo que conseguimos, pertence ao Senhor. Este ato mostra que somos gratos, pois Ele tem nos provido sustento e permitido que vivamos com 90 % do que é Dele, devolvendo-Lhe apenas 10% para o trabalho na Obra do Senhor.

 . A Oferta é aquilo que levantamos voluntariamente, além de nossos dízimos, para que seja empregado em obras e áreas específicas.

 Esse assunto não é muito bem trabalhado em algumas Igrejas por ser: polêmico, constrangedor e porque alguns pregadores têm feito grandes estragos com relação a dinheiro, e em se tratando disto, é algo perigoso em mãos erradas.

 Em vários lugares no Velho Testamento vemos menção à importância deste princípio, e de servos que o entregaram ao Senhor (Gênesis 14:20; Gênesis 28:22; Números 18:21), porém, quero me atentar nas Leis sobre o dízimo que encontramos em Levíticos 27:30-33.

A orientação do Senhor é que apresentassem os dízimos de tudo aquilo que o Senhor havia concedido de bênção ao Seu povo: dos grãos do campo (verso 30), dos frutos das árvores (verso 30); do gado (verso 32); dos demais animais (verso 32) e isto deveria ser tomado como mandamento pelo Seu povo.

 Quando se falava em mandamento do Senhor, era algo que deveria ser observado rigidamente, devendo ser guardado no mais profundo do coração (Deuteronômio 6:6) e com todas as forças.

O povo deveria ainda observar outra ordenança com relação aos dízimos: esses deveriam ser levados a Casa do Senhor e não a outro lugar qualquer (Deuteronômios 12:11), para ali, na Casa do Senhor, serem dedicados como forma de gratidão, reconhecimento da Soberania do Senhor e ser empregado no sustento da obra.

O tempo foi se passando e em um determinado momento da história, o povo de Israel deixou de cumprir este mandamento, e por causa de sua infidelidade para com o Senhor (II Crônicas 31:1), cometeram o pecado de não dizimar; com isto, o sustento para a Obra foi prejudicado, a ponto de faltar até mesmo o que comer aos sacerdotes e aos levitas, responsáveis pela manutenção do templo (II Crônicas 31:10).

Deus adverte ao povo e levanta o rei Ezequias, para restabelecer o recolhimento dos dízimos. Este leva o povo ao arrependimento, que volta a contribuir (II Crônicas 31:4-5). Quando fizeram o que dizia a Palavra de Deus, houve fartura na Casa do Senhor (II Crônicas 31:6).

Diz-nos ainda a Palavra que pela sua fidelidade, o povo recebeu recompensa do Senhor: diante da investida, obtiveram livramento da mão dos assírios (II Crônicas 32:21-2)

 O Velho Testamento encerra este assunto, creio eu, que com um dos versículos mais conhecidos sobre dízimos e que resume tudo o que dissemos:

 Malaquias 3:10 – “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa e provai-me nisto, diz o Senhor dos exércitos. Se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênçãos sem medida”.

 Este versículo é maravilhoso, pois o mesmo além de nos trazer um mandamento da parte do Senhor, traz também promessas sobre aquele que é dizimista.

Deixar de levar os dízimos a Casa do Senhor, diz-nos a Palavra que é roubo (Malaquias 3:8), e quantos do povo de Deus tem roubado a Deus com relação a seus dízimos e ofertas?

O problema é que vêem pecado em muitas outras coisas, apontam erros nos outros, mas não enxergam o seu pecado e tão pouco que estão perdendo a bênção e a proteção do Senhor sobre suas vidas, devido a sua infidelidade.

Algo que é bem claro neste texto também, é que os dízimos devem ser levados à Casa do Senhor para que haja sustento nesta Obra, para que não pare por falta de recursos. Não fala aqui que os dízimos são para se investir em outros locais, tais como: seminários, associações, instituições de caridade, em outra Igreja ou em outro lugar qualquer. O dizimo é na Casa do Senhor, onde você congrega e de onde você recebe alimento.

 E por fim, este verso e os seguintes apresentam quatro bênçãos aos dizimistas que são fiéis, diz o Senhor: “Provai-me nisto, ou seja, façam prova de mim”.

 1) Mantimento na Casa do Senhor – Não faltarão jamais recursos na Igreja, haverá sempre meios para continuarmos a fazer a Obra do Senhor, que é nossa também.

2) Receberemos bênçãos de natureza espiritual sobre nossas vidas. Coisas espirituais recairão sobre nós.

3) Haverá produtividade em nossos campos e em nossos negócios – A prosperidade física baterá em nossas casas.

4) Seremos reconhecidos pelo mundo como povo de Deus, pois somos agraciados com as bênçãos divinas sobre nós, nossas famílias e nossas Igrejas.

 

Dízimo no Novo Testamento

 No Novo Testamento, quero me deter em um único texto onde é retratado Jesus censurando os fariseus acerca dos dízimos (Lucas 11:37-44), pois pode ser esta a realidade na vida de muitos crentes.

O Senhor está preocupado em nos ensinar uma lição tremenda: dar dízimos não é tudo, é importante dá-lo de coração. De nada adianta levá-lo diante do Senhor, se houver injustiça e desamor na vida daquele que o leva. Não adianta levá-lo, se no coração fica o desejo de não devolvê-lo, pois irá nos fazer falta.

Hoje, como na época de Jesus, vemos pessoas que pensam que entregando os seus dízimos, apagam os seus pecados; pessoas que acham que podem barganhar com o Senhor, pois dá o seu dízimo mensalmente e fielmente; pessoas que querem levar vantagens em troca de seus dízimos e ofertas; pessoas que entregam seus dízimos recheados, apenas para aparecer; e até mesmo pessoas que entregam corretamente seus dízimos, mas é para agradar o pastor e não ser cobrado; e por fim pessoas com o coração cheio de injustiça, ódio e rancor.

Infelizmente, assim como os fariseus, muitos têm vivido enganados, uma vida de hipocrisia e cegueira espiritual, e isto tem causado grandes transtornos em suas vidas; e seus dízimos e ofertas não tem chegado com cheiro suave e não estão sendo aceitos pelo Senhor (Isaias 1:12-14).

Aquilo que o Senhor quer de nós é aquilo que acontece na passagem da viúva pobre, encontrada no Livro de Mateus 12:41-44, que o dízimo ou a oferta parta do profundo de nosso coração, como forma de reconhecimento por tudo o que o Senhor tem feito por nós.

 

Conclusão

A entrega do dizimo e a oferta na Casa do Senhor é mandamento com promessa. A desobediência a este mandamento é pecado que pode trazer sérias conseqüências sobre a vida do pecador, pois nos afasta de Deus e ficamos sem a Sua proteção; porém, a fidelidade com relação a este mandamento traz sobre nós a bênção e a felicidade.

 

 

Temos a opção de escolha, sendo que colheremos os frutos desta nossa decisão: bênçãos ou maldições.

O meu desejo é que haja entendimento em nossos corações com relação aos dízimos e ofertas e saibamos escolher, pois, a bênção.

Sejamos fiéis e desfrutemos das promessas que Deus tem para nossas vidas.

 

Pr. Azevedo Pinheiro

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